sábado, 1 de março de 2008

y.I

interfunk Hugo e Marvin

Não se podia separar os dois gêmeos, e eles pouco faziam para facilitar essa diferenciação. Na verdade, boa parte do charme e sedução se devia aos fetiches que atingiam boa parte das pessoas. Outra grande porção do seu sucesso se dava à beleza incontestável e univitelina dos dois. Filhos de um sueco e uma brasileira neta de galeses, eram altos, as maçãs do rosto pronunciadas, o queixo perfeito e nariz reto. Os olhos é que eram diferentes. Os olhos de Hugo eram azul-céu-num-dia-claro. Os de Marvin eram quase cinza, e, se você chegasse perto o suficiente para ver, enxergaria tons de dourado e verde. Em algum tempo a maior parte dos colegas de escola se acostumaram com a aparência exótica dos dois. Mas, para qualquer um que os conhecesse desprevinido, ficaria atônito com a dose dupla exagerada.

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