..."O que a gente vai fazer?"
"Vamos comprar um apartamento" ele pensou um pouco. "E eu vou deixar crescer o bigode."
Ela sorriu. "Pra quê?"
"Ué, tenho que parecer responsável!"
Ela levantou e pegou o controle remoto da televisão. Ficou apenas analisando a tela escura, sem apertar nenhum botão. Por que não?
"Eu vou largar a faculdade," ela disse. Porra. "Você não. Alguém tem que sustentar essa nossa família."
"AH! Nós temos que nos casar!"
"O quê? Ai meu deus."
"Você não quer se casar comigo?"
"A pergunta é 'você quer se casar comigo?'"
"Você quer?"
Ela fez um som de impaciência.
Ele pigarreou e formalizou sua expressão, franzindo as sobrancelhas, e, segurando sua mão e olhando em seus olhos, disse:
"Ana Lídia, você quer se casar comigo?"
"Meu nome é só Ana."
"Eu sei, mas tem que ficar mais melodramático."
"Ana Lídia não é aquele parque?"
"Sei lá."
"Ah, sim, eu quero me casar com você, Marcos Augusto!", ela exclamou, abraçando-o e sorrindo.
"É só Marcos," ele disse, acomodando os braços entorno dela e dando-lhe um beijinho na ponta do nariz.
"Tou sabendo."
...
(continua)
