sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DIÁRIO DE UM VERÃO QUE NUNCA ACONTECEU

Nossos ombros queimados soltavam finíssimas camadas de pele, que se perdiam em meio à areia ainda mais fina e onipresente em todas as superfícies expostas e não expostas. Aliás, a areia infinitamente branca era tão fina que parecia penetrar por todos os poros e aos poucos depositar-se na nossa corrente sanguínea. Sandmen. Lábios rachados de tantos sorrisos imersos na água salgada de temperatura idêntica à de nossos corpos eternamente cansados porém felizes. A canção constante e distante rodava incessantemente no fundo de nossas mentes, desprovida de uma melodia mas mesmo assim uma música completa. As noites eram tão longas quanto a estação e tão curtas quanto a nuvem que encobre o sol e revela o silêncio das ondas. Os dias de vários meses se passaram sem acrescentar-nos mais do que meia dúzia de memórias.

Um comentário:

Jeje disse...

lindo memel :)